Na situação atual do Brasil, é melhor comprar apartamento na planta, usado ou alugar? | CRECI/DF
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Brasília, 15/07/2018

Na situação atual do Brasil, é melhor comprar apartamento na planta, usado ou alugar?

Com a crise econômica, muitos vendedores se viram em uma situação desconfortável

Não é segredo para ninguém que a crise econômica pela qual o Brasil vem passando atingiu todos os setores da economia. No mercado imobiliário não foi diferente, uma dúvida surgiu com toda a força na cabeça de quem deseja comprar a sua casa própria: é melhor comprar apartamento na planta, usado ou alugar?

Em uma economia instável, onde os profissionais não se sentem seguros nem mesmo no seus próprios empregos, onde juros andam cada vez mais altos e as perspectivas não são tão animadoras é preciso, sim, muito estudo e cautela na hora de assumir uma dívida grande como é a da compra de um imóvel.

Mas na situação atual do País, qual é a verdadeira melhor forma de se comprar apartamento: na planta, usado ou alugar? Pensando nesses e em outros questionamentos, principalmente para sanar todas as dúvidas do consumidor, preparamos este texto.

Nos parágrafos a seguir, você terá todas as informações necessárias para sanar as dúvidas e, quem sabe, tomar a sua decisão sobre qual a melhor forma de realizar o tão sonhado desejo da casa própria!

Comprar na planta – também tem seus riscos

Segundo especialistas, comprar um apartamento na planta, uma das opções mais bem vistas pelos consumidores, também tem seus riscos e esses riscos devem ser bastante considerados.

Com a redução da taxa Selic, o crédito imobiliário, de fato, caiu, porém há muitos riscos a serem considerados. Especialistas do setor financeiro apontam o fato de comprar algo que ainda nem existe como grande alerta para o consumidor. Atraso na obra, embargos e até o cancelamento da entrega do imóvel são os principais riscos.

Outro fator que deve ligar o sinal de alerta de quem deseja comprar imóvel na planta é o alto nível de “distratos” que as construtoras vêm enfrentando. Segundo pesquisa, algo em torno de 50% dos lançamentos de médio e alto padrão foram devolvidos em 2017.

É importante também levar em consideração a projeção sobre quanto sairá de fato o valor do apartamento. Somando-se prestações, o valor pago antes das entregas da chave e o Índice Nacional de Custo da Construção, o montante final pode ficar bem acima do previsto

Imóvel usado tem
mais margem de negociação

Segundo dados da FGV, a compra de um apartamento usado dá mais margem de negociação para o comprador. Com a crise econômica, muitos vendedores se viram em uma situação desconfortável e se sentiram na necessidade de negociar o preço para vender. Os custos de um imóvel usado parado, sem uso, pode ser bem alto.

Outro dado positivo da compra de um imóvel usado é que o futuro proprietário pode avaliar o apartamento antes de comprar. Como se trata de um imóvel pronto, o consumidor pode avaliar se a nova casa realmente atende às suas necessidades.

Como pontos negativos, especialistas alertam para o fato de que quase sempre os imóveis usados vão precisar de reformas, principalmente em um período de recessão onde os proprietários precisam se desfazer do imóvel para se livrar de encargos gerado por ele.

Na crise, aluguel
pode ser boa opção

Se o consumidor precisa comprar um imóvel, mas não tem pressa para a mudança o melhor é postar no aluguel e esperar. Em tempos de recessão econômica assumir dívidas de longo prazo não é a melhor saída.

Uma dica interessante para quem se planeja bem e aplicar a diferença do que ia para o financiamento e o montante pago no aluguel no Tesouro. Dessa forma, ao final do contrato de aluguel o consumidor terá um bom valor de entrada e até uma sobra para as parcelas maiores.

Viu, como nem sempre a melhor saída é comprar apartamento na planta?

 

Fonte: Portal Correio do Brasil