Financiamento comum x financiamento Minha Casa Minha Vida | CRECI/DF
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Brasília, 20/10/2018

Financiamento comum x financiamento Minha Casa Minha Vida

As expectativas para o mercado imobiliário no Brasil são positivas. De acordo com a avaliação da agência de classificação de risco Moody’s, o avanço da urbanização e o crescimento da classe média vão impulsionar a expansão do mercado imobiliário e, consequentemente, o número de financiamentos imobiliários. O relatório da Moody”s diz respeito às principais economias emergentes do mundo, como Brasil, México, Rússia, Turquia e África do Sul.

No caso do Brasil, especificamente, a agência estima que em um período de 12 a 18 meses, a recuperação gradual do poder de compra da classe média e o queda nos níveis de inadimplência trarão um novo fôlego para o crescimento do financiamento imobiliário residencial. De acordo com o Banco Central, o saldo de crédito para o financiamento feito por pessoas físicas teve um aumento de 6,7%, passando de R$ 478,4 bilhões em abril de 2017 para R$ 510,4 bilhões em abril de 2018.

O cenário é positivo e otimista, mas na hora de escolher uma modalidade de financiamento muitos compradores encontram dificuldades para tomar uma decisão. Taxas de juros, prazos para pagamento, limites no valor do imóvel e tantas outras variáveis precisam ser levadas em consideração. Para isso, é necessário entender as diferenças entre as condições oferecidas por financiamentos realizados através do programa do Governo Federal Minha Casa Minha Vida e as condições das modalidades tradicionais de financiamento.

“É comum recebermos clientes que estão buscando realizar o sonho da casa própria, mas ainda estão confusos sobre como funcionam os financiamentos e sobre qual é a modalidade mais adequada ao seu perfil. O esclarecimento que prestamos nesses casos é fundamental para a tomada de decisão”, afirma Juliana Gil, diretora de uma incorporadora do interior de São Paulo.

1. Faixas de rendimento

O programa Minha Casa Minha Vida oferece condições diferentes de acordo com a renda bruta mensal do possível comprador. Basicamente, são quatro faixas de rendimento (que podem chegar até R$ 9.000 mensais) com taxas de juros e subsídios distintos para cada uma delas.

No Minha Casa Minha Vida, famílias com renda de até R$ 2.600 já conseguem financiar um imóvel sem depender do aspecto assistencial do programa. Nos financiamentos tradicionais, geralmente, a renda mínima para conseguir uma boa negociação costuma ser mais alta. O Minha Casa Minha Vida, entretanto, limita o valor da parcela até no máximo 30% da renda mensal comprovada.

2. Taxas de juros

De acordo com o Banco Central, a média atual da taxa de juros para financiamentos imobiliários é de 10,8% ao ano e, em 2017, foi de 13,7%. Como essa porcentagem é uma média, isso significa que o comprador pode encontrar taxas ainda maiores no mercado. Já no Minha Casa Minha Vida as taxas também são variáveis, mas vão de 5% a no máximo 9,16%, no caso de renda familiar mais elevada.

3. Entrada e subsídios

Muitas pessoas adiam o sonho da casa própria porque não têm nenhuma reserva financeira para iniciar um financiamento imobiliário. As modalidades de financiamento tradicionais, geralmente, demandam altos valores de entrada, que podem chegar a 30% do valor total do imóvel.

Nos financiamentos do Minha Casa Minha Vida, a entrada pode ser reduzida a até 20% do valor do imóvel. Além disso, os subsídios do governo federal para essa modalidade podem chegar a R$ 47.500, dependendo da faixa de rendimento.

Essas são as principais diferenças entre o financiamento comum e o Minha Casa Minha Vida, mas é importante reforçar que só pode ter acesso ao programa do governo federal quem possui um rendimento mensal familiar de até R$ 9.000 e não tem nenhum imóvel quitado ou em financiamento em seu nome, nem está com o nome sujo nos sistemas de proteção de crédito, como SPC ou Serasa, porque o Minha Casa Minha Vida foi criado para diminuir o déficit habitacional do país.

Fonte: Portal Exame