Estudo identifica tendências do mercado imobiliário do DF para 2018 | CRECI/DF
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Brasília, 26/09/2018

Estudo identifica tendências do mercado imobiliário do DF para 2018

Com crescimento populacional de 2,7% ao ano – ou 75 mil pessoas – o Distrito Federal discute as tendências do mercado imobiliário para 2018 e para quais regiões haverá a expansão da construção imobiliária e nos anos seguintes. Especialistas neste setor afirmam que os indicadores para investir na construção imobiliária são positivos e há oportunidades para lançar empreendimentos em diversas regiões administrativas do DF.

É o que mostra estudo inédito apresentado hoje para plateia composta por grandes incorporadores, construtores, investidores e profissionais ligados ao mercado imobiliário e à cadeia produtiva, durante a primeira edição do Painel Imobiliário Lopes Royal, na sede do Sinduscon-DF.

“Os lançamentos são fundamentais para criar um círculo virtuoso para o mercado imobiliário, em que todos são beneficiados: as empresas, por meio da geração de negócios; as pessoas, por terem habitação; as regiões administrativas, por terem a urbanização que merecem; a economia local, pela movimentação dos negócios nas cadeias produtivas da indústria imobiliária, e também no atacado, no varejo e no setor de serviços”, diz Wildemir Demartini.

A empresa é líder em desenvolvimento de projetos imobiliários na Capital Federal. Atua há 41 anos e responsável por 565 lançamentos, compostos por 60 mil unidades imobiliárias, onde moram e trabalham cerca de 200 mil brasilienses. Tem como sócia a Lopes Brasil, a principal companhia imobiliária do Brasil.

Triplo de lançamentos este ano no Noroeste

Segundo o estudo, o Setor Noroeste e áreas servidas pela rodovia DF-140 são os focos da expansão nas próximas décadas, embora haja oportunidades em mais localidades (veja mais adiante).

“Somente este ano, a expectativa é haver três vezes mais lançamentos no Setor Noroeste do que em 2017. Das 6.178 unidades lançadas naquele bairro, há apenas 616 em oferta para serem habitadas”, diz Marco Antônio Demartini, Diretor Executivo da Lopes. Além de demanda por apartamentos, o Noroeste está carente de lojas para atender às necessidades de sua população de 14 mil habitantes, informa o estudo.

Sobre esta população de 14 mil pessoas,  o estudo informa que 74% residiam no Plano Piloto, mas preferiram migrar para o Setor Noroeste, região em ascensão na Capital.

O levantamento identifica também oportunidade para lançamentos nos arredores da DF-140. Lá há 48 projetos imobiliários em análise pelo poder público e outros 15 já aprovados. Naquela ampla região, 35% dos terrenos estão nas mãos da Terracap (empresa imobiliária do governo local) e o restante já foi comercializado.

Oportunidades para investimento em várias regiões do DF

O estudo demonstra que há também muitas oportunidades para incorporadores planejarem investimentos em lançamentos imobiliários em outros pontos do DF, como Águas Claras, Guará, Samambaia, Ceilândia, entre outros”, acrescenta Demartini.

Já Samambaia deverá ter este ano entre 6 e 10 lançamentos de residenciais para tentar equilibrar a demanda local. Samambaia, que já foi considerada uma localidade sem infraestrutura adequada, hoje figura com boas condições para moradia, tanto que passou a crescer a demanda por apartamentos de maior tamanho, como é o caso das unidades de 3 quartos.

“As famílias estão crescendo e decidindo por permanecer em Samambaia; então querem apartamentos maiores, com mais equipamentos e conforto”, diz o executivo. Naquela região, é estima que até dezembro o valor do metro quadrado para lançamentos poderá subir 5,4%.

Pouca oferta de imóveis residenciais novos e demanda em aquecimento

“O problema é que, em todo o Distrito Federal, há pouca quantidade de imóveis residenciais novos para atender à demanda projetada. São 4 mil unidades em oferta. É muito pouco para regular a lei da oferta e da procura no DF. Seria bom se o mercado tivesse cerca de 9 mil unidades novas em oferta. E ressalto que todo ano o DF recebe novos moradores em um total um pouco maior (75 mil) do que uma lotação completa do Estádio Nacional Mané Garrincha”, afirma Demartini. O estádio comporta 72.788 pessoas.

O trabalho também identificou quais as tipologias de imóveis residenciais são mais indicadas para cada região administrativa do DF nos próximos anos e também projetou o comportamento dos preços do metro quadrado de oferta dos residenciais até dezembro deste ano por localidade.

Fonte: Portal Terra