Especialistas: governo tem que baixar preços de imóveis | CRECI/DF
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Brasília, 20 de outubro de 2017

Especialistas: governo tem que baixar preços de imóveis

Se a ideia do governo federal é arrecadar dinheiro rápido e deixar de gastar com a manutenção de imóveis funcionais desocupados, tem que baixar ainda mais os preços. Segundo especialistas do mercado imobiliário, os valores dos 25 empreendimentos colocados à venda por meio de edital não estão atrativos. “As ofertas estão muito tímidas. Para chamar a atenção dos compradores, o governo precisaria ser mais audacioso e baixar os preços em 5% a 10%”, acredita Gustavo Jara, gestor de negócios imobiliários.

Depois de uma breve analisada das fotos dos imóveis no site disponibilizado pelo Ministério do Planejamento, Jara avalia que o estado dos imóveis exige que o comprador invista de 15% a 20% do valor de compra para modernizá-lo. “São imóveis originais, muito bem localizados, mas com estado de conservação de médio para mal. Uma pessoa com recursos para uma compra desse valor não moraria nas condições que estão os apartamentos”, ressalta.

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do DF (Creci-DF), Hermes Alcântara concorda com Jara. “Quando a pessoa compra no mercado, pode pesquisar, negociar, oferecer imóvel mais barato e até carro. Para uma concorrência pública, os preços deveriam ser mais baixos”, acredita.

Para Alcântara, o mercado está dando sinais de recuperação, mas “são sinais bem suaves”. A fase é favorável para quem quer comprar ou alugar. Para a venda, ainda não. “O movimento do mercado imobiliário acompanha a economia, com crescimento, mas não de impacto significativo”, completa.

Nos últimos dois anos, o Planejamento fez várias tentativas de venda de imóveis, mas a recessão econômica e os preços altos atrapalharam os planos. Agora, acredita o governo, o quadro começou a melhorar e há demanda por imóveis como os que foram colocados à venda. Dos 25 imóveis ofertados, 24 são apartamentos localizados na Asa Norte e na Asa Sul, e uma mansão no Lago Sul, que, ao longo de anos, foi usado pelo ministro da Fazenda.

Fonte: Blog do Vicente / Correio Braziliense