Autônomo pode financiar a casa própria? | CRECI/DF
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Brasília, 20/10/2018

Autônomo pode financiar a casa própria?

Não ter vínculo empregatício ou carteira assinada por uma empresa não impedem pleitear um financiamento.

É possível comprovar renda e se organizar para deixar esse processo viável.

A renda não comprovada é geralmente originada por meio de atividade de prestação de serviço, venda (comércio) ou de confecção de produtos.

Pode ser efetivada por profissionais independentes e de forma individual, como por exemplo: barbeiro, doceira, pedreiro, pintor, manicure, costureira, encanador, lavador de carros, eletricista, etc.

Outra possibilidade de renda não comprovada é aquela exercida por profissionais especializados, com escolaridade superior ou técnica.

Em geral são profissionais liberais que prestam serviços qualificados ou produzem bens com valor mais alto, como exemplo: professor, decorador, arquiteto, engenheiro, programador ou analistas de sistemas, etc.

Os bancos atualmente utilizam o conceito de capacidade de pagamento, onde além dos fatores de renda comprovada e renda não comprovada (informal), aproveitam-se as informações do histórico de comportamento interno e externo do cliente (Ex. média de aplicações ou de utilização de crédito rotativo, registro de cheques sem fundos, inadimplências, etc.), além da situação cadastral, das condições do crédito pleiteado, da capacidade financeira e do cenário macroeconômico.

Como comprovar renda de autônomo para financiamento habitacional:

Comprometimento de Renda

Vamos detalhar algumas condições que podem facilitar a comprovação da capacidade de pagamento e aumentar as possibilidades de aprovação do financiamento imobiliário:

Guarde os contratos de prestação de serviços (este documento em conjunto com a comprovação de depósito em sua conta é considerado comprovação de renda);

Veja se a Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos (Decore) a ser emitida por um contador é uma boa alternativa para seu negócio. É um documento que comprova a renda de quem não tem carteira assinada.

Acima do valor de limite de isenção do Imposto de Renda é necessária comprovar o recolhimento de DARF correspondente.
RPA (Recibo de Pagamento de Autônomo) este depende do valor e da natureza do serviço prestado. A remuneração mensal corresponderá ao rendimento base ou salário de contribuição constante no documento.

Para o financiamento, o RPA só tem validade junto com as guias de recolhimento dos impostos, se devidos.
Busque formalizar o seu trabalho. A renda formal propicia uma melhor avaliação de risco na hora de fazer um financiamento.

Hoje existem facilidades para abrir empresa como Microempreendedor Individual (MEI). Além do que a formalização traz benefícios como: aposentadoria e auxílio doença.

Os depósitos bancários em uma conta bancária podem comprovar os recebimentos periódicos oriundos dos seus serviços ou vendas. Principalmente se você tem mais de uma fonte de renda.

Com o extrato de movimentação da sua conta, o banco consegue comprovar que você recebe o dinheiro que declarou ter quando pediu o financiamento.

Profissional autônomo pode se regularizar para se valer de alguns direitos e até avaliar se abrir empresa não seria uma melhor opção.

A regularização dos profissionais autônomos e liberais facilitam a aquisição de crédito, e em especial para o financiamento habitacional.

Dependendo da situação do profissional, pode ser melhor abrir uma empresa para prestar seus serviços. Isso porque, nesse caso, a tributação é menor.

O Microempreendedor Individual (MEI) pode financiar a sua casa própria, em especial, nos Programas Habitacionais populares como: Minha Casa Minha Vida ou Carta de Crédito FGTS.

Assim, em especial para quem quer deixar de pagar aluguel, conquistar a casa própria e realizar um sonho é perfeitamente possível para todos, mesmo para quem tem renda informal.

 

Fonte: Portal Click Habitação