Audiência pública discute as perspectivas do mercado imobiliário | CRECI/DF
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Brasília, 19/06/2018

Audiência pública discute as perspectivas do mercado imobiliário

DA REDAÇÃO CRECI/DF

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 8ª Região (CRECI/DF) participou ns útima quinta-feira (07/12) da audiência pública na Comissão Senado do Futuro (CSF) para discutir a perspectiva do mercado imobiliário do país, bem como  a retomada de crédito, menos burocracia na aprovação dos projetos,  e um marco regulatório para a rescisão de contratos, a fim de tornar segura a atuação do setor.

Comissão Senado do Futuro (CSF) realiza audiência pública a fim de debater o Futuro do Mercado Imobiliário no país e a necessidade de desenvolvimento social. Foto: Waldemir Barreto /Agência Senado

O presidente da Comissão, senador Hélio José (Pros–DF), lembrou que a construção civil cria milhões de postos de trabalho e ressaltou a expectativa da retomada de crédito imobiliário em 2018. Na melhoria das vendas, ele afirmou que a redução da taxa Selic pode favorecer o crescimento do setor: “O mercado imobiliário é um dos principais da economia, ainda neste ano são esperados que os bancos conceda R$ 117 bilhões de crédito, incluindo recursos da poupança e do FGTS. A construção civil emprega aproximadamente dois milhões e meio de trabalhadores. É questão fundamental aquecer a construção civil”.

Em pronunciamento, presidente do CRECI-DF, Hermes Rodrigues de Alcântara Filho.
Foto: Waldemir Barreto /Agência Senado

O presidente do Conselho, Hermes Alcântara, destacou que o que mais afetou o mercado imobiliário foi a crise da confiança, no âmbito econômico e político, mas que agora está havendo o retorno dos investidores ao setor.  O presidente também enfatizou que com quase 40 anos, a Lei nº 6.530/78 tem que ser atualizada para ampliar o espaço de atuação profissional dos Corretores. “Vamos entrar com projeto para alterar esta lei com objetivo de que os trabalhadores da ponta, ou seja, os Corretores de Imóveis, tenham um espaço condizente para realizar o trabalho”. Ele também lembrou de projetos que tramitam na casa como isenção de IPI para compra de veículos como instrumento de trabalho e, o reconhecimento do Corretor na avaliação do imóvel para obtenção do crédito imobiliário, “hoje o que acontece na prática é que os agentes bancários ao fazerem análise de um crédito imobiliário  encaminham um engenheiro ou arquiteto para este serviço, entendemos que estes são capacitados mas, no que diz respeito a parte estrutural, o preço do bem, que é o que vai garantir o crédito imobiliário, deve ser realizado pelo Corretor, este é o profissional habilitado para emitir um parecer mercadológico” enfatizou.

Mesmo com o crescimento ainda tímido, os representantes acreditam na recuperação futura do mercado. O presidente do Conselho Federal de Corretores (COFECI), João Teodoro, estima estima que a participação da cadeia produtiva imobiliária no Produto Interno Bruto (PIB) seja de 18%. Teodoro também destacou o número crescente do déficit habitacional,e defendeu a ampliação da oferta de financiamentos habitacionais. O presidente ainda ressaltou: “o período de boom de 2005 até meados de 2012, com o superaquecimento do mercado. A abundância de recursos financeiros no período acostumou mal o mercado, que se acostumou a ganhar dinheiro, e os incorporadores acreditaram demais no período e acaba

A burocracia do mercado e a baixa da economia também reduziram a quantidade de lançamentos e vendas em todo o Distrito Federal. Em 2010, houveram 17.100 lançamentos de unidades, as vendas chegaram 19 mil , em 2011 o número baixou para 16 mil lançamentos e em 2017  tiveram apenas 1.700 lançamentos e 3.426 vendas, número bem abaixo do esperado no mercado – Sindicato da Habitação do DF (SINDUSCON/DF). Para o diretor, Julio Cesar Peres, a expectativa é que no primeiro semestre de 2018, o mercado deve retornar ao ritmo de vendas e lançamentos em todo o DF, com a recuperação do emprego e a realização das eleições diretas, que “deixarão um horizonte mais claro para as incorporadoras e o mercado” e que os problemas enfrentados pelo setor imobiliário se deu pela saída de investidores especuladores, burocracia de créditos e documentação, aumento do desemprego; os juros altos.

De acordo com ele, os principais problemas enfrentados pelo setor imobiliário foram a saída dos investidores especuladores; a longa espera para obtenção de alvará de construção e habitação; o aumento do desemprego; os juros altos; a retirada de empresas que não eram do ramo imobiliário e a redução de preço, ocasionando distratos que chegaram a mais de 90% em alguns investimentos e expondo insegurança jurídica das incorporadoras.

Participaram da audiência,

  • Júlio Cesar Peres, Diretor do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal – Sinduscon-DF
  • Paulo Roberto de Morais Muniz, Presidente da Associação de Empresas do Mercado
  • Imobiliário do Distrito Federal – ADEMI/DF e representante da Federação das Indústrias do Distrito Federal – FIBRA
  • Hermes Rodrigues de Alcântara Filho, Presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Distrito Federal – CRECI-DF
  • João Teodoro da Silva, Presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis – COFECI
  • Paulo Octávio, Empresário do setor imobiliário e Ex-Governador do DF

Com informações da ACE Relações Institucionais

 

Veja os vídeos da audiência pública